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Ospa reúne mais de 120 vozes para interpretar “Requiem”, de Verdi, em Porto Alegre

Espetáculo terá orquestra com cerca de 80 músicos, quatro cantores solistas, o Coro Sinfônico da Ospa e o Coro de Câmara da PUCR

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Por ASCOM OSPA

Espetáculo terá orquestra com cerca de 80 músicos, quatro cantores solistas, o Coro Sinfônico da Ospa e o Coro de Câmara da PUCR

A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) apresenta, nos dias 12 e 13 de setembro, às 17h, no Complexo Cultural Casa da Ospa, a obra sacra Requiem, do compositor italiano Giuseppe Verdi (1813-1901). Com cerca de 80 instrumentistas e 120 vozes – do Coro Sinfônico da Ospa, Coro de Câmara da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e convidados –, o espetáculo da Série Casa da Ospa terá regência de Manfredo Schmiedt e participação dos solistas Monserrat Maldonado (soprano), Luciana Bueno (mezzo-soprano), Lazlo Bonilla (tenor) e Licio Bruno (baixo-barítono). Os ingressos já estão à venda pelo Sympla
Estreado em Milão, em 1874, “Requiem” é uma homenagem de Verdi ao escritor italiano Alessandro Manzoni, uma das figuras que mais admirava. Embora seja frequentemente associada à intensidade e ao caráter teatral das óperas verdianas, a obra combina essa dramaticidade a elementos da música sacra, criando uma experiência marcada por contrastes: das passagens íntimas e delicadas até a força avassaladora do “Dies irae” , em que coro e orquestra evocam o Juízo Final. A passagem é um dos momentos mais impactantes da obra e já foi explorada em diferentes produções cinematográficas, como “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015) e “300” (2006).
Nesse percurso, o coro cumpre um papel central e desafiador. Para alcançar o número de vozes exigido pela peça, o Coro Sinfônico da Ospa se uniu ao Coro de Câmara da PUCRS e cantores convidados. As 120 vozes cantam durante quase toda a obra, que tem duração média de 1h20. “Cantar ‘Requiem’, de Verdi, exige uma flexibilidade vocal monumental para dominar extremos absolutos de dinâmica e registro, além de precisão técnica inabalável para executar a sua complexa teia polifônica, especialmente no ‘Sanctus’ a oito vozes”, explica o regente Manfredo Schmiedt. 
À frente da Ospa, Schmiedt conduz uma obra que conhece profundamente. Diretor Artístico da orquestra desde o fim de 2024, o maestro construiu grande parte de sua trajetória na música coral, tendo sido regente do Coro Sinfônico da Ospa por mais de três décadas e titular da Orquestra Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul (UCS) por 18 anos. 

Notas de Concerto e transmissão ao vivo

O público poderá conhecer mais sobre a obra antes da apresentação, nas duas sessões de “Notas de Concerto”, às 16h. O cantor lírico Ricardo Barpp fala sobre o programa, aproximando o público de aspectos históricos e técnicos da obra. 
As Notas de Concerto e a apresentação de domingo (13/9) serão transmitidas ao vivo pelo canal da Ospa no YouTube, permitindo que o público acompanhe a palestra e o concerto gratuitamente e à distância.

Solistas

Cantando pela primeira vez com a Ospa, a soprano argentina Monserrat Maldonado já se apresentou como solista no Teatro Colón, em Buenos Aires, em obras como o “Stabat Mater”, de Rossini, a Oitava Sinfonia de Mahler e a Nona Sinfonia de Beethoven. No Teatro Argentino de La Plata, interpretou Aida e participou do “Requiem” de Verdi. Também atuou em importantes montagens de ópera e concertos na Argentina e em outros países da América Latina.
Luciana Bueno, mezzo-soprano, venceu o tradicional concurso Jovens Solistas da Osesp, apresentando-se sob a regência de Eleazar de Carvalho. Com sólida carreira operística no Brasil e no exterior, interpretou personagens como Carmen, Suzuki, Santuzza, Romeo, Rosina e Dido, além de atuar como solista em importante repertório sinfônico.
O tenor Lazlo Bonilla desenvolveu sua formação no Brasil, na Espanha e na Áustria. Cofundador da Companhia de Ópera do RS, já integrou montagens da Ospa, incluindo “O Morcego”, “La Bohème” e “I Pagliacci”, além de ter estreado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 2024, na ópera “Le Villi”, de Puccini.
Com 35 anos de carreira internacional, o baixo-barítono Licio Bruno é reconhecido pela crítica especializada como um dos grandes intérpretes clássicos de sua geração. Vencedor do Prêmio Carlos Gomes em 2004, acumula mais de 80 papéis principais e já atuou em importantes teatros do Brasil, da Europa e da América Latina, sob a regência de maestros como Lorin Maazel, Marin Alsop e Isaac Karabtchevsky.

Serviço

Requiem” – Concerto da Série Casa da Ospa

Quando: 12 e 13 de setembro, às 17h
Palestra Notas de Concerto: 12 e 13 de setembro, às 16h
Onde: Complexo Cultural Casa da Ospa (Caff – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre
Ingressos: R$ 15 a R$ 70 
Descontos: Ingresso solidário (com doação de 1 kg de alimento), clientes Banrisul, Amigo Ospa, associados AAMACRS, sócios do Clube do Assinante RBS, idosos, doadores de  sangue, pessoas com deficiência e seu(s) acompanhante, estudante, jovens até 15 anos e ID Jovem 
Bilheteria: Sympla ou no Complexo Cultural Casa da Ospa nos dias do concerto, a partir das 15h
Estacionamento: Gratuito, no local 
Transmissão ao vivo: Domingo (13), às 16h (Notas de Concerto) e às 17h (concerto) no canal da Ospa no YouTube 
Este evento disponibiliza medidas de acessibilidade
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos 
Lei de Incentivo à Cultura
Patrocínio da temporada artística: Gerdau, Banrisul Seguros, TMSA e Tramontina
Apoio: Unimed, Imobi, Intercity, Ave Serra, Estação do Banho e Danielle Camaratta
Promoção: Clube do Assinante
Realização: Fundação Cultural Pablo Komlós, Fundação Ospa, Ministério da Cultura 
OSPA - Orquestra Sinfônica de Porto Alegre